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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Workshops CGPA PILATES 2013


Olá!

Seguem abaixo as informações para inscrição no novo ciclo de workshops CGPA Pilates®.

Não perca a chance de participar!!!


 
WORKSHOPS CGPA PILATES®  2013


     Dentro da atividade de educação continuada, o CGPA Pilates® coordena e propõe, em conjunto com professores, médicos e pesquisadores, uma série de cursos para formação e especialização dos profissionais da saúde. Para melhorar continuamente a qualidade de seus cursos, o CGPA Pilates® tem como missão a pesquisa e o desenvolvimento constante dos métodos de preparação e avaliação física.

     Os workshops oferecidos pelo CGPA Pilates® são ótimas oportunidades de atualização e aprendizado técnico e visam à reciclagem e ao aprimoramento dos conhecimentos dos profissionais do Pilates.
Você pode ampliar seus horizontes de trabalho através dos programas que colocamos à sua disposição:



PILATES PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Data: 14/09/2013 - - Sábado –13hrs às 17hrs (carga horária 4 horas)
(Mínimo 5 inscritos)

     Cultivar uma boa postura desde a infância de forma natural e divertida – essa é a proposta da prática do método Pilates na infância e adolescência.
Prevenir desequilíbrios posturais em cada fase do crescimento, identificar desvios precocemente, estimular o auto-conhecimento e o auto-controle é tarefa do instrutor de Pilates que aceita o desafio de incorporar os princípios do método Pilates na dinâmica do dia a dia desses jovens.
Nesse workshop teórico-prático, serão abordados os seguintes aspectos:

•          Benefícios da prática de Pilates para os jovens;
•       Pilates para crianças em estúdio e nas escolas: diferenças na abordagem do método aplicado de forma individual e em grupo;
•          Principais características do desenvolvimento motor nas diferentes faixas etárias e a aplicação dos princípios do método Pilates e seus exercícios, adequando-os em cada fase do crescimento;
•          Principais desvios posturais na infância e adolescência e como aplicar o método Pilates para prevenir e minimizar esses desequilíbrios;
•          Criatividade e auto-conhecimento: como estimulá-los na aula de Pilates;


Investimento R$ 350,00



EXERCÍCIOS DE PILATES PARA HÉRNIA DE DISCO

Data 15/09/2013 - Domingo – 8h30min às 12h30min (carga horária 4 horas)
(Mínimo 5 inscritos)

     Esse Workshop aborda as causas e características anátomo-funcionais dessa patologia, bem como as indicações e contra-indicações de movimentos. São apresentadas as vantagens do Método Pilates na prevenção e pós-reabilitação, bem como a aplicação prática dos exercícios mais adequados na prevenção e no restabelecimento da qualidade de vida.

Investimento: R$ 350,00


EXERCÍCIOS DE PILATES PARA ESCOLIOSE

Data 15/09/2013 - Domingo – 13h30min às 17h30min (carga horária 4 horas)
(Mínimo 5 inscritos)

     Workshop teórico-prático, trata do estudo da escoliose - suas causas, desvios mais comuns do eixo estrutural da coluna vertebral e seus correspondentes desequilíbrios musculares. A partir do estudo da patologia são apresentados os exercícios do Método Pilates mais indicados para melhorar e reequilibrar as tensões, realizados nos aparelhos Cadillac, Reformer, Chair e Equipamentos Auxiliares.


Investimento: R$ 350,00


Inscrição e informações em cgpa@cgpapilates.com.br

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Exercícios de Pilates para dor Lombar



A lombalgia ou dor lombar é uma queixa muito presente nos dias de hoje. Estima-se que 70 a 80% da população mundial desenvolve lombalgia em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não são incapacitantes.

Não é uma doença, mas sim um sintoma.
A dor pode ter como causa vícios ou desvios posturais, desequilíbrios musculares ou ser causa secundárias de disturbios da coluna vertebral como a hérnia de disco, protrusões discais, espondilolistose, entre outras patologias.

Apesar das possiveis diferentes origens da lombalgia, a sua incidência é maior em:
·     Pessoas sedentárias,
·     Trabalhadores que exercem tarefas com grande sobrecarga física (muitas vezes em posturas incorretas),
·      Pessoas que permanecem longos períodos sentadas ou na posição de pé,
·      Indivíduos com pouca mobilidade corporal (encurtamentos musculares) que acabam causando limitações na maioria dos movimentos diarios e sobrecargas exageradas sobre a coluna.

Independente de sua causa a dor está normalmente associada a incapacidade de estabilizar a coluna lombar, por falta de controle dos músculos profundos do tronco, em especial o multífido lombar e o transverso do abdomen.

Estudos recentes comprovam a eficácia da estabilização segmentar lombar como tratamento para a lombalgia, sendo menos lesiva por ser realizada em posição neutra. Pesquisas sugerem que, sem a ativação correta dos estabilizadores profundos do tronco, as recidivas do quadro álgico são notadas com muita freqüência.

No Pilates conseguimos fortalecer exatamente essa musculatura estabilizadora da coluna lombar, pois esses músculos fazem parte do centro de força (Powerhouse) do Pilates e no método esses músculos são continuamente trabalhados nos exercícios.

       É importante sempre que tiver alguma dor ou desvio em nossa postura, trabalhar os problemas para não deixar que eles evoluam. E o ideal ao procurar um estúdio de Pilates é tomar o cuidado de verificar se o local possui profissionais capacitados com experiência no método e em tratar a sua patologia. Esse profissional deverá realizar uma avaliação postural detalhada e desenvolver um plano de tratamento eficaz.

     Ao executar os exercícios sozinho, deve-se prestar atenção nos movimentos realizados, pois eles devem ser feito sem dores, com precisão e controle do corpo. E sempre que possível procure um instrutor.

  


1. Pré-Pilates: dissociação coxo-femoral
Materiais: Mat e alças de pés
Objetivo do exercício: dissociação coxo-femoral com auxílio das alças.
Posição inicial: Em decúbito dorsal, mãos segurando as alças que estão acima dos joelhos, pernas flexionadas e pés apoiados no mat.



Descrição no movimento: Puxe a perna direita pela alça que está na coxa e retorne a posição inicial. Execute com a perna esquerda e retorne a posição inicial.
Repetições: 3 a 5 vezes de cada lado (depois de executar com auxilio da alça nas coxas, execute sem a ajuda delas, desafiando a estabilização da pelve)
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.



2.  Pré–Pilates: dissociação coxo-femoral com fortalecimento abdominal
Materiais: Mat
Objetivo do exercícios: Dissociação coxo-femoral com fortalecimento abdominal e estabilização da pelve e lombar.
Posição inicial: Em decúbito dorsal, braços ao longo do tronco, quadris e pernas flexionadas.





Descrição no movimento: Desça a perna direita encostando a ponta do pé no mat e retorne a posição inicial. Execute com a perna esquerda e retorne a posição inicial.
Repetições: 3 a 5 vezes de cada lado.
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.




3.  Hundred

Material: Mat
Objetivo do exercícios: Fortalecimento abdominal com estabilização da coluna lombar e cintura escapular.
Posição inicial: Em decúbito dorsal, braços estendido na direção do teto e na linha dos ombros, quadris e pernas flexionados.



Descrição no movimento: Ao mesmo tempo: eleve a cabeça e a parte alta do tronco e desça os braços estendidos paralelos ao mat; Bombeie os braços ao lado do tronco.
Repetições:  5 respirações completas (inspire bombeando os braços em 5 tempo e expire bombeando em 5 tempos). Conforme os abdominais estejam mais fortes faça 10 respirações completas.
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.



4. Foot work – One Leg
Materiais: Mat e faixa elastica de intensidade média
Objetivo do exercícios: Dissociação coxo-femoral e fortalecimento abdominal.
Posição inicial: Em decúbito dorsal, cabeça e parte alta do tronco elevos, mão segurando a faixa elástica, quadril direito e perna direita flexionados com a tira elástica no pé direito, perna esquerda estendida no mat.

OBS: Se não tiver força abdominal para sustentar a cabeça no alto, faça com a cabeça apoiada.


Descrição no movimento: Estenda a perna direita para frente e retorne a posição inicial. Execute com a perna esquerda.
Repetições:  8 a 10 vezes com uma perna e depois troque para a outra.

Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.



5.  Foot work
Material: Mat e faixa elastica de intensidade média
Objetivo do exercícios: Dissociação coxo-femoral e fortalecimento abdominal. Este exige mais força abdominal e estabilização da lombar que o exercício anterior. Deve ser feito depois que se adiquiriu controle do exercício anterior.
Posição inicial: Em decúbito dorsal, cabeça e parte alta do tronco elevados, mãos segurando a faixa elástica, quadris e pernas flexionadas com a tira elástica no pé.
OBS: Se não tiver força abdominal para sustentar a cabeça no alto, faça com a cabeça apoiada.




Descrição no movimento: Estenda as pernas para frente e retorne a posição inicial.
Repetições: :  8 a 10 vezes
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.


6.   Shouder Bridge
Material: Mat e faixa elástica de intensidade média
Objetivo do exercícios: Segmentação da coluna e fortalecimento dos musculos posteriores das pernas e paravertebrais (estabilizadores da coluna)
Posição inicial: Em decúbito dorsal, braços ao longo do tronco, mãos segurando a faixa elástica que está  sobre a pelve,  pernas flexionadas e pés apoiados no mat.


Descrição no movimento: Eleve a pelve segmentando a coluna e sustente na posição da ponte por 10 segundos
Obs: Se tiver hérnia de disco não execute a segmentação da coluna, eleve e desça a pelve e o tronco como se fosse um bloco único.
Repetições:  3 vezes
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado.



7.   Leg Pull Front
Material: Mat e bola suíça
Objetivo do exercícios: Dissociação coxo-femoral e estabilização da coluna lombar e pelve, com fortelecimento dos abdominais e paravertebrais.
Posição inicial: Em quatro apoios, mãos na direção dos ombros, pernas estendidas e dedos dos pés no mat. Bola sob a pelve.


Descrição no movimento: Eleve a perna direita sem passar da altura do quadril e retorne a posição inicial. Eleve a perna esquerda e retorne a posição inicial.
Repetições: 3 vezes cada lado, alternadamente.
Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento. Quando já estiver com o controle muscular melhor, execute sem o auxilio da bola.



8.   Controle sobre a bola com flexão de braços
Material: mat e bola suiça
Objetivo do exercício: Estabilização da coluna e pelve com fortelecimento dos abdominais, paravertebrais e braços.
Posição inicial: Ajoelhado no mat, o tronco apoiado sobre bola e mãos sobre o mat.


Descrição no movimento: deslize o corpo sobre a bola, andando com as mãos até chegar a posição de controle. Flexione os cotovelos e retorne a posição de controle.
Repetições: 5 a 10 vezes

Cuidados: Durante a execução do exercício o centro de força deve permanecer acionado, a pelve deve ser mantida na posição neutra e a lombar estabilizada sem movimento.


9. Relaxamento sobre a bola
Material: mat e bola suiça
Objetivo do exercícios: relaxar sobre a bola
Posição inicial: Posição de controle do exercício anterior (fazer como uma continuação do exercício)

Descrição do movimento: Partindo da posição do exercício anterior, flexione os joelhos puxando a bola e relaxe.
 Ou Relaxe 
Ajoelhado, relaxe o corpo todo sobre a bola.






Exercícios elaborados pela professora Alessandra Truzzi: Graduada em Fisioterapia, certificada no método Pilates pelo CGPA Pilates®. Instrutora do método desde 1999 e hoje é coordenadora da área de Fisioterapia no CGPA Pilates®. Ministra workshops de aperfeiçoamento no método Pilates.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Pilates e lombalgia




      A Prof. Suely Tambalo, educadora física e professora do CGPA Pilates explica como aliviar e tratar a incômoda dor na região lombar, tão comum entre os praticantes de corrida.
      A dor na região lombar ou lombalgia acontece devido ao impacto mal distribuído pelas articulações em decorrência do esforço repetitivo da corrida. Num primeiro momento, é necessário investigar a causa do incômodo e verificar se ele é resultado de uma sobrecarga causada por esforço inadequado -o que pode ser solucionado com maior conhecimento dos movimentos e controle corporal durante a atividade- ou se realmente já existe uma patologia instalada. Para se assegurar da causa e buscar o tratamento adequado, uma consulta num ortopedista com a utilização de imagens é indispensável.
      Após o diagnóstico médico, o método Pilates pode ser um grande aliado no combate às dores lombares uma vez que o foco da técnica é a busca do equilíbrio corporal com o alongamento e fortalecimento da musculatura de todo o corpo, especialmente no que se refere aos músculos do tronco e da manutenção da curvatura fisiológica da coluna. Essas são condições necessárias para se evitar sobrecargas articulares na coluna, manter preservados os espaços entre as vértebras e evitar compressões nervosas que possam causar dor.
     Numa sessão de Pilates é importante relaxar a região lombar e a musculatura do quadril, promovendo assim o alongamento dos membros inferiores e do tronco. Posteriormente, já se inicia o trabalho de fortalecimento do Centro de Força (assim denominado por Joseph Pilates), que inclui todos os músculos profundos e superficiais do abdome e a fortificação e alongamento de todos os músculos do tronco.
      Os exercícios tradicionais da técnica podem ser aplicados nesse momento, respeitando as características da patologia apresentada pelo indivíduo. Alguns também podem ser modificados para facilitar o acionamento dos músculos desejados e para que a pessoa tenha conhecimento de como se movimentar corretamente.
      Ao restabelecer a biomecânica correta, o corredor aprende a se posicionar e se locomover de maneira mais eficiente, protegendo suas articulações, evitando sobrecargas e melhorando a postura, o que possibilita o alívio e o controle dos incômodos musculares.
      A corrida é uma prática que, como qualquer outra, não está isenta da possibilidade de lesões, devido aos movimentos repetitivos. Porém, o autoconhecimento é um grande aliado na reeducação de hábitos indesejáveis e na prevenção de desgastes futuros. Com esses cuidados, os atletas poderão ficar livres de dores e manter uma vida longa no esporte.

      No próximo post, colocaremos o passo a passo de nove exercícios para alívio da dor lombar.
       Bons treinos!


sexta-feira, 23 de março de 2012

Pilates e a Tendinite





       Patologia comum entre os corredores, a tendinite pode ocorrer nos tendões de diversas articulações submetidas ao esforço repetitivo durante a corrida. Os problemas mais comuns nos praticantes deste esporte são as tendinites patelar, de pata de ganso, da banda ileo-tibial e do tendão calcâneo ou ainda a entesite (processo inflamatório que ocorre na transição entre o tendão e o osso, principalmente no joelho).

      Os tendões têm como principal função transmitir a força gerada pelos músculos aos ossos. A tendinite é a inflamação do tendão que pode ocorrer por várias causas: um trauma, calçados e pisos inadequados, mudanças no treino e aumento de sobrecargas e repetições.

      O mais comum, no entanto, são os desequilíbrios musculares originados pela falta de alongamento, flexibilidade ou força em algum grupo muscular ou conjunto de músculos, causando sobrecargas articulares que dão origem à lesões como fraturas por estresse, desgastes articulares e inflamações.

      Na corrida, é muito comum o desequilíbrio entre a musculatura anterior e posterior das pernas e coxas; o encurtamento decorrente de falta de alongamento e/ ou postura inadequada; erro de técnica com alterações biomecânicas no movimento; e até mesmo a falta de alinhamento congênita dos membros inferiores, como: genovalgo e genovaro.

      Esse quadro causa inchaço e tensão dos músculos próximos ao tendão lesionado limitando o movimento. Tendinites mal avaliadas e não tratadas adequadamente podem levar a uma degeneração do tendão que podem evoluir para uma ruptura do mesmo, necessitando nesses casos de tratamento cirúrgico.

      O Pilates pode atuar tanto na prevenção como na recuperação dessas lesões. O trabalho preventivo consiste no desenvolvimento equilibrado da musculatura de todo o corpo, inclusive na correção do alinhamento de membros inferiores, contribuindo com o aumento da flexibilidade, do alongamento e da força, uma melhora da postura, da concentração e da consciência; além do controle corporal.

      Na fase de recuperação da lesão, enquanto o tratamento analgésico e antiinflamatório contra indicam a movimentação, o treinamento de Pilates pode continuar, isolando a região lesionada e trabalhando com o fortalecimento do centro de força e da mobilidade articular do resto do corpo, mantendo o atleta em atividade para que não diminua completamente o condicionamento já adquirido.

     Numa fase posterior de recuperação, o fortalecimento da musculatura anterior da perna e coxa e o alongamento da musculatura posterior, bem como seu correto alinhamento e a correção do gesto esportivo, reeduca a postura e prepara o atleta para a volta aos treinos.

     É importante lembrar que se deve procurar avaliação médica quando ocorrem dores após os treinos que não cessam depois do período de repouso de uma semana, ou quando ocorrem dores no início do treino, desaparecendo após o aquecimento e retornando após o término do exercício.

     O tratamento adequado e precoce evita lesões mais graves, possibilitando a recuperação e a correção dos desequilíbrios e restaurando a biomecânica correta para uma corrida eficiente e segura.


*Por Cristina Abrami é fundadora e Diretora Técnica do CGPA Pilates e formada em Educação Física pela USP.